"O que conta não são as teorias que se tem na mente, mas o Amor que se tem no coração."
O que é Terapia Familiar e para quem servem as Terapias Familiares
Embora não se possam deixar de considerar a interdisciplinaridade da terapia familiar e a diversidade de modelos de atuação nesta área acredita-se que a compreensão sobre o que se entende por família e sistema é fundamental para a discussão sobre a atuação do terapeuta na terapia familiar. A terapia sistêmica da família organizou-se em torno de alguns conceitos básicos, definidores de sistemas: Globalidade – um todo coeso e como se comporta um sistema, o que implicas que a mudança de uma parte altera todas as outras partes e o sistema como um todo Não-somatividade – um sistema não pode ser considerado como a soma de suas partes Homeostase – processo de auto-regulação que mantém a estabilidade do sistema Morfogênese – capacidade do sistema em absorver inputs do meio e mudar sua organização (sistemas abertos) Circularidade – a relação entre quaisquer dos elementos do sistema é bilateral, o que pressupõe uma interação que se manifesta como seqüência circular Retroalimantacao – garante o funcionamento circular pelo mecanismo de circulação da informação entre os componentes do sistema por principio de feedback (negativo funciona para manutenção da homeostase e o positivo que responde pela mudança sistêmica) Equifinalidade – Independentemente de qual for o ponto de partida, um sistema aberto apresenta uma organização que garante os resultados de seu funcionamento
A terapia familiar sistêmica estruturada em torno desses conceitos entende a família como um sistema aberto que se auto-governa através de regras que definem o padrão de comunicação mantendo uma interdependência entre os membros e com o meio no que diz respeito à troca de informações e usa de recursos de retroalimentação para manter o grau de equilíbrio em torno das transações entre os membros.
Sendo assim, considera-se relevante priorizar o trabalho direto e efetivo com as necessidades da família e do meio ambiente, sendo que esta família é definida pelos seus padrões de interação, em detrimento de rebuscar somente as dificuldades de ordem intra-psiquica individuais.
Realiza-se acompanhamento familiar, respeitando a privacidade da família, procurando ampliar o conhecimento da interação familiar e, quando possível da vizinhança e comunidade, em torno da família. A estratégia do terapeuta é de esclarecimento e conscientização do grupo familiar e às vezes comunidade próxima, auxiliando-os a traçar e desenvolver ações reflexivas e práticas que contribuam para uma melhor qualidade de vida para o cliente, e responder dentro do possível as suas necessidades afetivas, biológicas, educacionais e sociais. Este trabalho pode ser desenvolvido em parceria com uma equipe multiprofissional.